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análise 01 · puzzle

Infinity Loop: o sossego que saiu de Coimbra.

Um puzzle de rodar peças até fechar todos os laços. Fácil de mais para alguns, calmante de mais para largar, e com um pormenor que nos toca: o editor é português.

GrátisOfflineModo escuro50M+ instalações

escolha do curador

Ficha rápida

Estúdio: Infinity Games, Lda / Autor: Balys Valentukevičius / Estreia: 2015 / 4.69★ (PT 4.3)

Grátis a descarregar, com anúncios na versão gratuita e uma compra única para os retirar. Joga-se sem ligação à internet. Pacote Android com.balysv.loop.

Capturas de ecrã oficiais do Infinity Loop na App Store: puzzles de canos a fechar em laço e o modo escuro

O que é, sem rodeios

Cada nível é uma grelha de peças cortadas: retas, curvas, cruzamentos. Tocas para rodar e o objetivo é ligar tudo até não sobrar nenhuma ponta solta, formando laços fechados. Não há tempo a contar, não há pontuação a bater, não há maneira de perder. Acabas quando o padrão fecha e o ecrã confirma com um clique suave.

É o género de jogo que se abre na fila do multibanco e se fecha sem culpa nenhuma. A versão em modo escuro inverte a lógica, apaga o que está resolvido e ilumina só o que falta. Parece um detalhe e é, na prática, o que separa este dos mil clones que apareceram depois.

A história: um lituano, um editor português

O Infinity Loop foi criado em 2015 pelo programador lituano Balys Valentukevičius. É dele o nome no pacote da aplicação, com.balysv.loop, uma pista que fica para sempre no código. O que muita gente não sabe é que a franquia passou a ser editada pela Infinity Games, Lda, um estúdio sediado em Coimbra, em Portugal.

Foi essa casa portuguesa que transformou um puzzle minimalista num fenómeno com mais de 50 milhões de instalações, com sequelas e variações (o Infinity Loop Premium, o Hexus, entre outros). Para um guia feito a dez minutos do estúdio, é impossível não destacar isto: um dos jogos de puzzle mais descarregados do mundo é gerido a partir de Coimbra, e quase ninguém por cá o sabe.

Para quem é

  • Para quem quer desligar o cérebro cinco minutos sem a ansiedade de um cronómetro.
  • Para quem gosta de estética limpa e sons discretos.
  • Para quem viaja e precisa de algo que corra sem rede.

A ressalva honesta

O desafio é baixíssimo. Praticamente não há forma de ficar preso, e quem procura um puzzle que faça pensar a sério vai achá-lo vazio ao fim de meia hora. É relaxamento, não ginásio mental. Além disso, a versão gratuita mostra anúncios entre níveis, embora dê para os remover com uma compra única. Se odeias qualquer interrupção, conta com isso.

Veredicto

É a nossa escolha da semana, não por ser o mais fundo da lista, mas por ser o mais bem colocado num telemóvel português. Um puzzle calmo, bonito e assinado, em parte, em Coimbra. Vale o espaço que ocupa, e ocupa pouco.

Próxima análise: Sky Force Reloaded